Algo que sempre reforçamos quando trabalhamos com empresas é: não existe solução única para engajar gerações diferentes. Em especial, a Geração Z, que já representa uma porção expressiva do mercado e será dominante até 2030, valoriza ações que vão além do superficial. Eles exigem ambientes de trabalho que dialoguem diretamente com seus valores: propósito, autonomia, flexibilidade e autenticidade
Para ilustrar isso, quero compartilhar um caso prático que desenvolvemos na Iluminatta. Fomos procurados por uma empresa que enfrentava o seguinte problema: os jovens da Geração Z tinham baixa adesão ao trabalho presencial e não demonstravam sentimento de pertencimento com o time. O desafio era reverter essa situação sem perder produtividade, já que a falta de engajamento impactava diretamente os resultados.
Nossa abordagem foi co-criar as mudanças com os próprios integrantes da Geração Z. Ao invés de impor como as coisas deveriam ser, perguntamos:
“O que o ambiente de trabalho precisa oferecer para que vocês queiram participar mais ativamente?”
As respostas abriram a cabeça da liderança. Algumas das sugestões foram:
- Ambientes mais acolhedores e funcionalmente preparados: Escritórios com mais luz natural, ergonomia e espaços colaborativos agradáveis.
- Flexibilidade real: Visto que muitos residiam longe do escritório, foi sugerido criar modelos que levassem em conta trajetos, implementando até mesmo escritórios menores e descentralizados para reduzir o deslocamento.
- Encontros significativos: Para os Zs, o presencial precisava ser reservado para momentos de real valor, como workshops, cocriação e atividades coletivas que realmente demandassem interação. Não fazia sentido “ir ao escritório para participar de reuniões online.”
- Valorização do bem-estar: Aumentar as pausas com foco no autocuidado, incluir práticas de esportes no dia a dia e criar espaços para relaxamento.
- Propósito e autonomia: Para eles, o verdadeiro pertencimento surge de ser tratado como parte estratégica, e não apenas como executor. Isso significa dar voz ativa em decisões importantes e criar um ambiente verdadeiramente mais horizontal.
Com essas sugestões, desenhamos e aplicamos soluções personalizadas junto à liderança da empresa. O resultado foi surpreendente: os índices de engajamento começaram a melhorar, e o time jovem se tornou mais ativo, inovador e alinhado com a cultura organizacional.
Por que mudar o mindset é indispensável?
Se há algo que aprendemos trabalhando com lideranças, é que não existe evolução sem mudança de mindset. Isso vale tanto para gerações mais jovens quanto para os profissionais mais experientes. No caso das lideranças da Geração X e da Geração Y, o desafio é deixar para trás os paradigmas antigos de controle e presença física como sinal de responsabilidade. É preciso aceitar e abraçar que o trabalho do futuro terá novas dinâmicas, prioridades e formatos.
A verdade é que o futuro do trabalho já chegou, e a Geração Z está liderando essa transformação. As mudanças que eles pedem — como mais flexibilidade, ambientes colaborativos e inclusão — não são privilégios, mas um reflexo dos novos valores que o mercado precisa adotar para prosperar.
Se queremos que nossas equipes sejam mais engajadas e produtivas, cabe a nós, líderes, reduzirmos diferenças, diminuirmos barreiras e promovê-las como parte de algo maior. A liderança inclusiva é o único caminho.
Como liderar de forma inclusiva e criar engajamento?
Assim como aprendemos neste caso prático, aqui vão algumas dicas objetivas para implementar a liderança inclusiva e trabalhar melhor com a Geração Z na sua empresa:
- Escute, escute e escute: Dê voz aos jovens colaboradores. Muitas vezes, eles têm ideias inovadoras que podem transformar sua organização.
- Invista em pertencimento: Para os Zs, fazer parte de decisões estratégicas e ter sua autonomia respeitada é essencial. Inclua-os em discussões importantes e reconheça seus esforços.
- Repense o escritório físico: O ambiente de trabalho deve ser atrativo, funcional e pensado para entregar valor em encontros presenciais. Um escritório magnético é aquele que inspira e atrai as pessoas naturalmente, e não pela obrigação.
- Foque no propósito: A missão da empresa precisa ser clara, verdadeira e relevante. A Geração Z busca significado, e o trabalho deve contribuir para esse propósito maior.
- Promova a segurança psicológica: Crie um espaço onde diferentes ideias e perspectivas sejam valorizadas, reduzindo o medo de erros.
Essas práticas não só melhorarão o engajamento do seu time, mas também aumentarão os resultados da sua empresa.
Liderar a mudança exige ação agora
A Geração Z está mudando a linguagem do mercado de trabalho, e o tempo para se adaptar começa agora. Não espere que eles se ajustem ao seu “modelo padrão”. Em vez disso, convoque sua equipe (de todas as gerações) para colaborar na criação de algo novo, inclusivo e ainda mais produtivo.
E lembre-se: o papel de um líder é servir como ponte entre os “mundos” das gerações, promovendo diálogo, integração e ambientes que inspirem. Quanto mais cedo as empresas adotarem essa mudança de mindset, maior será o diferencial competitivo frente às transformações que nos esperam até 2030.
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