Seja você um líder recém-promovido, um coordenador em busca de crescimento ou até mesmo um diretor que se sente preso às operações do dia a dia, provavelmente já enfrentou o grande desafio de deixar o operacional para assumir uma posição estratégica. Esse é um dos principais obstáculos de qualquer pipeline de liderança: entender e se posicionar no papel que o cargo realmente exige.
Nesse artigo, vamos explorar de forma objetiva os 3 papéis que inevitavelmente travam o desenvolvimento de um líder e como você pode sair desse ciclo. Spoiler: pode ser que você esteja ocupando um desses papéis agora mesmo e nem percebeu!
O desafio de ser promovido e não sair da operação
Quando você é promovido, a lógica deveria ser simples: assumir novas responsabilidades estratégicas, liderar e delegar, certo? Mas, na prática, o que vemos muitas vezes é o completo oposto.
Durante anos mentorando líderes e c-levels, percebi que grande parte das pessoas em transição para novos cargos ficam presas no operacional. O que faz isso acontecer? Nesse cenário, existe uma tríade de papéis que todos nós, em algum momento, acabamos assumindo — muitas vezes de forma inconsciente. E é exatamente isso que nos impede de crescer.
Os 3 papéis que travam a liderança estratégica
Vamos direto ao ponto. Esses papéis seguem um padrão em qualquer relação, seja ela profissional ou pessoal. São eles:
- O Perseguidor: Este é o líder que nunca consegue “desligar”. Ele centraliza, monitora de forma excessiva e até critica constantemente sua equipe. O perseguidor vive a lógica da microgestão, controlando cada detalhe e nunca confiando seus times para entregar expectativas.
- A Vítima: A vítima é quem reclama de tudo e encontra justificativas para não crescer. Esse papel é comum quando o líder sente que não foi preparado para a nova função ou acredita que os obstáculos ao seu redor impedem qualquer avanço.
- O Salvador: O salvador é aquele líder que assume as responsabilidades da equipe para “ajudar”. Ele acredita que, fazendo o trabalho por todos, está salvando o time de fracassos e protegendo os resultados da organização. Pode parecer positivo à primeira vista, mas essa dinâmica destrói a autonomia e responsabilidade dos liderados.
Por que você continua nesses papéis?
Ninguém escolhe conscientemente ocupar esses papéis. Normalmente, eles surgem porque:
- Há um desconhecimento sobre o verdadeiro papel estratégico do líder.
- Mudanças são desconfortáveis. Assumir uma nova posição exige que você deixe antigos hábitos e padrões de comportamento para trás.
- Medo de perder reconhecimento. No operacional, você era valorizado pelo que fazia. Agora, como líder, precisa aprender a ser reconhecido pelas conquistas da equipe.
Como sair desses papéis e assumir o estratégico?
A boa notícia é que esses papéis podem ser desconstruídos com o tempo e a prática. Aqui estão 3 passos fundamentais para romper com essas travas e voltar a liderar de forma consciente:
- Identifique qual papel está ocupando: Pare um momento e analise suas últimas interações com a equipe. Em reuniões, feedbacks ou decisões importantes, você se percebe centralizador, reclamando ou assumindo tarefas dos outros? Reconhecer o papel que você está desempenhando é o primeiro passo para corrigi-lo.
- Reforce a autonomia e responsabilidade da equipe: Lembre-se de que suas atribuições agora precisam ser de direção, inspiração e estratégia. Delegue tarefas, confie no time e foque no papel principal que o cargo exige. Crie acordos claros sobre expectativas e responsabilidades de cada pessoa no time.
- Crie um mindset de solução: Independentemente do papel que você ocupa no triângulo (perseguidor, vítima ou salvador), foque sempre na solução. Se algo não está funcionando, revise as estratégias e veja como poderá atuar melhor no nível estratégico, em vez de ser capturado pelo caos do dia a dia.
Transforme sua liderança
O grande obstáculo para sair do operacional e ser estratégico está em reconhecer onde você mesmo se prende. Seja como perseguidor, vítima ou salvador, esses papéis podem ser extremamente prejudiciais ao seu crescimento. Mas o caminho para superar essas travas começa agora: aumentando sua consciência, redefinindo seus hábitos e focando no que realmente importa.
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