Pesquisa mostra que 8 em cada 10 profissionais de RH se sentem sobrecarregados

Descubra a verdade alarmante sobre o burnout em profissionais de RH. Entenda as causas, os impactos e as soluções estratégicas para proteger a saúde mental do seu time de RH e impulsionar resultados.

Uma pesquisa recente da Flash, feita em 2024 com 924 profissionais da área, mostrou que oito em cada dez especialistas de Recursos Humanos se sentem sobrecarregados. Não estamos falando de um cansaço passageiro. Para mais da metade desses entrevistados (55%), essa sobrecarga se traduz em jornadas de trabalho que rotineiramente ultrapassam as tradicionais 8 horas, estendendo-se para um ritmo exaustivo que rouba tempo, energia e vida pessoal. O resultado? Um cenário devastador para a saúde mental: 65% desses profissionais relatam ter enfrentado desafios severos no último ano, mergulhando em quadros de ansiedade, uma profunda falta de motivação que drena qualquer iniciativa, e o próprio burnout, que os empurra para o limite do colapso. Essa não é apenas uma estatística; é o retrato brutal de um setor que, enquanto cuida de todos, está adoecendo silenciosamente.

E para quem achou que esse dado é de um contexto isolado. O Censo do RH da Walljobs, realizado no final de 2024, infelizmente confirma a exaustão do setor e mostrou que excesso de trabalho está em 1° lugar como maior desafio para o RH neste ano. Supera, inclusive, preocupações como a falta de estrutura nas empresas, o apoio insuficiente das lideranças e a própria retenção de talentos. A sobrecarga é a prioridade número um.

E para provar que essa realidade não é exclusiva do Brasil, uma pesquisa da Personio no Reino Unido, com 500 profissionais de RH, revelou que mais da metade (52%) já sofreu com burnout nos últimos cinco anos. Quatro em cada dez acreditam que sua carga de trabalho é simplesmente insustentável, e mais de um terço já considera abandonar o setor no próximo ano. Isso não é só um alerta; é um grito de socorro!

Por que o RH está no limite?

A Revista Você RH aponta fatores específicos:

  • Carga emocional brutal: Profissionais de RH lidam diariamente com expectativas, frustrações, conflitos e dilemas éticos de toda a organização. Desligamentos, casos de assédio e a gestão de crises exigem um conhecimento psicológico e um apoio emocional que muitas vezes não recebem.
  • Escopo desmedido sem suporte: O RH se tornou cada vez mais estratégico, assumindo responsabilidades em cultura organizacional, engajamento, diversidade e inclusão, e saúde mental. No entanto, essa ampliação de escopo raramente vem acompanhada do devido investimento em estrutura, equipe ou autonomia.
  • Incoerência entre discurso e prática: O RH vende o discurso de bem-estar e desenvolvimento, mas muitas vezes se vê impedido de implementar políticas eficazes por falta de alinhamento ou patrocínio da alta liderança. Isso gera frustração e um senso de impotência.
  • Falta de autonomia e reconhecimento: Apenas 31% dos executivos de RH sentem que têm alta autonomia para tomar decisões. A falta de reconhecimento e a percepção de injustiça (como práticas antiéticas impunes) são fatores de risco importantes para o desenvolvimento do burnout.
  • A tríplice carga mental (especialmente para mulheres): Com 80% dos profissionais de RH sendo mulheres, a sobrecarga é ainda maior. Elas acumulam o cuidado doméstico/familiar, o cuidado relacional no ambiente profissional e o cuidado institucional da cultura da empresa. Uma “tríplice carga mental” que leva à exaustão.

BURNOUT: Não é só cansaço, é colapso sistêmico

Quando olhamos para todos esses dados, vemos além das planilhas e dos gráficos. Vemos a angústia de um pai que não consegue dar a atenção que seus filhos merecem, a exaustão de uma mãe que se divide entre o trabalho e os cuidados com a família, a frustração de um jovem que se sente perdido em um ambiente competitivo e desumano.

Percebemos que as empresas, muitas vezes, em sua busca incessante por resultados, acabam se esquecendo do fator humano. Criam ambientes onde a pressão é constante, as metas são inatingíveis e o bem-estar dos colaboradores é deixado em segundo plano.

Recentemente, discutimos na nossa newsletter o que está por trás da crise de saúde mental no trabalho, os dados alarmantes como evidenciado pelo G1. Em 2024, o Brasil registrou mais de 470 mil afastamentos por ansiedade e depressão, o maior número em 10 anos.

Na Iluminatta, acreditamos que a solução para essa crise não está em medidas paliativas, como cabines de descompressão ou palestras motivacionais. Acreditamos que a verdadeira mudança começa com a liderança – uma liderança que olha para o ser humano, que se preocupa genuinamente com o bem-estar de sua equipe.

O custo de ignorar os sinais

Ignorar o burnout em RH é um erro com consequências diretas para o negócio. Um RH adoecido compromete a gestão de pessoas como um todo. A qualidade dos programas de desenvolvimento de liderança pode cair, o engajamento dos colaboradores diminui, a resistência a mudanças aumenta e a capacidade de gerenciar resultados e métricas eficazes é prejudicada.

Além disso, a perda de talentos valiosos é iminente. Se o RH, que deveria ser o termômetro emocional da organização, está em colapso, toda a estrutura da empresa adoece silenciosamente.

Como mudar esse cenário

A boa notícia é que é possível reverter esse cenário. O foco não deve ser apenas no tratamento individual, mas em uma abordagem sistêmica que envolva toda a empresa e, principalmente, o olhar atento da alta liderança sobre o tema.

A Revista Você RH destaca 5 medidas essenciais:

  1. Revisar estrutura e dimensão das equipes: Adequar o número de profissionais de RH à complexidade e ao porte do negócio.
  2. Investir em tecnologia: Eliminar tarefas redundantes e burocráticas para liberar tempo para o trabalho estratégico e para o descanso.
  3. Dar apoio emocional: Oferecer programas de saúde mental, mentorias internas e espaços seguros para que os profissionais de RH possam demonstrar vulnerabilidade e buscar suporte.
  4. Dividir o trabalho: Desenvolver lideranças preocupadas com o bem-estar das equipes, para que a responsabilidade pelo cuidado não recaia somente sobre o RH.
  5. Utilizar indicadores de saúde mental: Monitorar continuamente o bem-estar, com escuta ativa, devolutivas práticas e intervenções preventivas.

Na Iluminatta, acreditamos que um RH estratégico e saudável é a base para o sucesso de qualquer organização. Nosso propósito é promover possibilidades reais para uma vida extraordinária no ambiente corporativo, impulsionando uma rede exponencial de líderes conscientes e com mentalidade de crescimento.

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Não deixe que o burnout comprometa o futuro da sua empresa. Cuidar de quem cuida é o primeiro passo para transformar culturas, resgatar propósitos e construir ambientes mais humanos e produtivos.

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